Após luta contra a leucemia, menina de 4 anos que mobilizou campanhas na internet morre no AC

Menina lutou quase quatro anos contra a doença e morreu nesta sexta-feira (29). 'Estou destruída', diz mãe.

 Após luta contra a leucemia, menina de 4 anos que mobilizou campanhas na internet morre no AC

Após três anos e meio de luta contra a leucemia, a pequena Débora Rauane, faleceu, na manhã desta sexta-feira (29), no Hospital da Criança onde estava internada há quase um mês, em Rio Branco.

A menina teve baixa de plaquetas e deu entrada na Unidade de Tratamento Intensiva do Hospital da Criança a 1h dessa sexta, mas não resistiu e faleceu quatro horas depois.

A mãe acusa o Hemoacre de demorar com a liberação do sangue para a menina, que recebia plaquetas de 8h em 8h por causa da quimioterapia. O G1 tentou contato com o hemocentro, mas não obteve retorno.

A mãe da menina, Luiza Vasconcelos disse não acreditar ainda no que aconteceu e diz que a filha não recebeu sangue por causa de burocracias. "Estou destruída. Tenho nem o que falar. Não liberaram a plaqueta para a minha filha por causa de um papel. Isso não se faz", lamenta.

Na segunda-feira (25), a família e amigos da menina chegaram a fazer campanha pedindo doação de sangue no nome dela, que já apresentava quadro baixo de plaquetas. Débora tinha completado 4 anos há um mês, no dia 29 de novembro, e recebeu festa de mães e funcionários do hospital onde estava internada.

Débora Rauane foi diagnosticada com leucemia quando tinha cinco meses de vida. No início de setembro, corredores de rua e ciclistas de Rio Branco fizeram uma corrida beneficente para arrecadar fundos para o tratamento da menina.

Em outubro, o grupo Amigos da Solidariedade também organizaram uma corrida/caminhada para ajudar a menina.

Ainda em setembro, a menina e a mãe foram para Recife (PE) para fazer o transplante de medula, mas o procedimento cirúrgico não foi feito porque foi descoberto um novo tumor entre a bexiga e o reto da pequena.

A mãe ainda quis buscar tratamento em Barretos (SP), mas voltou para Rio Branco. No Facebook, amigos que acompanhavam o caso da menina e faziam campanha para ajudá-la lamentam a morte dela.