Estudantes relatam ação de tarados nos arredores de universidade na Zona Leste de Ribeirão Preto, SP

Jovens alegam que são abordadas por homens se masturbando dentro de carros ou exibindo órgão genital nas ruas do bairro Ribeirania. Suspeitos podem responder por ato obsceno.

 Estudantes relatam ação de tarados nos arredores de universidade na Zona Leste de Ribeirão Preto, SP

Estudantes dizem ter sido abordadas por homens que se masturbavam ou exibiam o órgão genital nas ruas ao redor de uma universidade no bairro Ribeirania, zona leste de Ribeirão Preto (SP). Em datas diferentes, elas afirmam que os casos acontecem a qualquer hora do dia e que são submetidas a situações constrangedoras. Com medo, elas cobram mais policiamento na região.

Apesar dos relatos, nenhuma delas registrou boletim de ocorrência. A Polícia Militar informou que os policiais que já fazem o patrulhamento no bairro serão orientados a identificar a prática do crime de ato obsceno.



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Masturbação dentro de carros
A ação mais recente aconteceu na manhã de segunda-feira (9) na Rua Arnaldo Victaliano. Uma estudante de 21 anos, que prefere não ser identificada, diz que foi abordada pelo motorista de um carro que seguia na contramão. Ao parar para atendê-lo, diz ter visto o homem nu.

“Eu achei que ele ia vir pedir informação, mas ele me abordou de um jeito muito grosseiro. Gritava um monte de coisa para mim e na hora que eu olhei para dentro do carro, ele estava pelado e se tocando. Dizia um monte de coisas obscenas pra mim. Eu entrei em pânico na hora.”

No mesmo dia, outra estudante, que também prefere manter a identidade em sigilo, diz ter visto um homem se masturbando em um carro estacionado próximo à faculdade.

“Eu estava andando na rua com o meu amigo, por volta das 18h. A gente olhou para o lado e tinha um carro estacionado e um homem dentro, de 50 anos. Ele estava com roupa de trabalho e se masturbando no banco do motorista, com a calça abaixada.”



Segundo a jovem, o amigo conseguiu fotografar a placa do carro e telefonou para a Polícia Militar, mas foi informado de que deveria haver um flagrante para que uma equipe pudesse ser deslocada até o local.

Nesta semana, o post de outra jovem universitária em uma rede social relatando o problema levou outras mulheres a denunciar o caso na internet.

“Eu estava esperando o ônibus e um cara pedindo informação. Não deu dez minutos ele voltou com os órgãos de fora e perguntando onde ficava um prostíbulo. Eu me senti muito mal de começo, depois eu fiquei em choque”, afirma outra estudante.



Denúncias
Segundo a coordenadora da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Luciana Grandini Remolli, as ações são consideradas crimes e as vítimas precisam registrar os casos formalmente na polícia.

“Há um crime específico, que é o de atos obscenos em público ou em local de grande circulação. Ele é enquadrado como ato obsceno e não como assédio porque a vítima não conhece quem está praticando o ato. É um crime e a pena varia de três meses a um ano”, afirma.

De acordo com o capitão da PM Luiz Gustavo Gotardo, ao se depararem com essas situações, as testemunhas devem tentar informar com precisão características que possam ajudar os policiais a identificar o suspeito e fazer a abordagem.

“Assim que acontecer o fato, ligar pra 190 e passar a maior quantidade de informações possíveis. O modelo, a placa do veículo, se ele tem uma característica que o diferencia dos demais, um adesivo, um amassado. Nós vamos tentar abordar essa pessoa o mais rápido possível.”



Estudantes relatam ação de tarados nos arredores de universidade na Zona Leste de Ribeirão Preto, SP